I would rather be with trees than in the middle of noisy streets...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010



Vou explicar: eu não escrevo mais, porque não penso mais. É aquela história de que quem nasce surdo não aprende a falar. Bom, o pensamento também é componente fundamental. Quem não lê não escreve. Mas quem não pensa escreve menos ainda. E eu já não penso. Eu desisti. Cheguei no fundo do poço. Na hora em que as coisas deixam de fazer sentido. Eu não tenho porque escrever. A minha vida é ínfima. Insignificante. Eu não posso mudar o mundo, não posso mudar nem a minha própria casa, pra começar. Tudo que eu fizer será em vão, ao menos que exista um grande propósito. Mas pra mim não tem. É isso, acabou. Isso não é diário. Quem quer saber o que eu acho? Eu não tenho nada a acrescentar, sou ninguém. Por que alguém se interessaria pela minha vida, minhas idéias? (e ainda que interessasse, que diferença faria?)

Eu sou só mais uma...

[Mas eu não me importo de ter caído. O problema é não conseguir levantar de novo. Desde que eu descobri que as coisas não tinham sentido ou significado, nada jamais conseguiu me preencher de novo]
  
"Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora o que faço?"

Um comentário:

  1. Cala a boca e continua escrevendo 'sá porra aí, faz favor...

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